Saúde orienta promotores e secretários municipais sobre combate ao mosquito Aedes Aegypti

Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) participaram, nesta terça-feira (15) pela manhã, de oficina técnica, para promotores de justiça e secretários municipais de saúde, oportunidade em que falaram sobre ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti (transmissor da dengue, zika, chikungunya), e dos outros agravos associados (Síndrome de Guillain Barré, microcefalia) e da situação epidemiológica da microcefalia e protocolo assistencial do estado. O evento foi promovido pelo Ministério Público Estadual, por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (Caop).
“A nossa ideia em chamar a SES foi para tirar todas as dúvidas a respeito das ações do Estado no combate ao mosquito e às doenças provocadas por ele, de modo que, ao voltarem para suas comarcas, os promotores possam atuar na fiscalização e na garantia do acompanhamento e assistência das crianças, que, porventura, apresentem suspeitas de microcefalia. O objetivo do Ministério Público é trabalhar em parceria”, disse a coordenadora do Caop da Saúde, a promotora Paula Camilo.
A gerente executiva de Atenção à Saúde, da SES, Patrícia Assunção, também falou da importância do trabalho em parceria e explicou que a Secretaria vem trabalhando numa perspectiva de oferecer assistência em todo estado.
O técnico da Gerência de Vigilância Ambiental da SES, Luiz Almeida, falou do controle vetorial do mosquito com as responsabilidades dos três entes: Ministério da Saúde, que executa ações de epidemiologia, de forma complementar, em caráter excepcional; Estado, que realiza ações de vigilância epidemiológica e controle, de forma complementar, à atuação dos municípios e os municípios que notificam casos; fazem investigação epidemiológica de casos notificados, surtos e óbitos e a busca ativa de casos das doenças, nas Unidades de Saúde da Família.
Almeida explicou sobre o ciclo de vida do mosquito, destacando que os ovos ficam nas paredes dos recipientes com água, com duração de até um ano e três meses. “Daí a importância de se raspar as paredes onde ficam os ovos, pois se o recipiente voltar a ter contato com água, o ovo eclode e vira uma larva, que, após cinco dias, se transforma na pupa, que em dois dias vira mosquito. Diante disso, é recomendável que os quintais e os jardins sejam monitorados pelo menos uma vez por semana, para impedir o surgimento do mosquito”, alertou.
O diretor técnico do Hospital Pediátrico Arlinda Marques, o médico Fabiano Oliveira, apresentou o protocolo da Secretaria de Estado da Saúde para a microcefalia, no qual são estabelecidos os passos para os serviços de saúde quando a detecção da doença, no período gestacional e pós-natal; institui o fluxo de atendimento; os conceitos de notificação e o manejo clínico, que começa na triagem, segue com a investigação diagnóstica e acompanhamento do caso.

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