Coronavírus: MP investiga prefeito suspeito de aglomeração em festa de aniversário na Paraíba

Uma investigação foi aberta na quinta-feira (9) pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar a denúncia de que o prefeito de Cuité de Mamanguape, Genilson Dutra (PP), promoveu uma aglomeração durante isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

O G1 tentou entrar em contato com o gabinete do prefeito de Cuité de Mamanguape, mas as ligações não foram atendidas.

De acordo com o MP, a aglomeração tinha sido registrada no dia 2 de abril, durante uma festa de aniversário do secretário-adjunto de Agricultura, Samuel Andrade, em um sítio na zona rural da cidade. A portaria 43/2020, que instaura o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), foi assinada pelo 1º subprocurador-geral de Justiça e presidente da Ccrimp, Alcides Jansen.

A investigação foi aberta por solicitação do promotor João Benjamim Delgado Neto, após encontrar em notícias em portais e publicações em redes sociais em que o prefeito aparecia, em tese, estar em uma conduta que poderia se enquadrar no crime de “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.

“A conduta praticada pelo alcaide, além de contrariar frontalmente as orientações estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde para o combate à pandemia da Covid-19 (coronavírus) bem como os decretos emitidos pelo Governo Estadual, sugere a prática do crime descrito no artigo 268 do Código Penal pátrio”, diz o 1º subprocurador-geral em trecho da portaria.

Ainda de acordo com a promotoria, existe a necessidade de apurar com maior detalhamento os indícios de atos ilícitos, para caracterizar ou não a materialidade do crime, assim como da respectiva autoria.

A portaria designa os promotores de Justiça integrantes da CCrimp para, conjunta ou separadamente, instruir o PIC, delegando-lhes atribuições para expedir notificações, colher depoimentos, requisitar documentos e praticar todos os atos executórios necessários à completa instrução do feito.

Além disso, determinar a realização de diligências, como notificação do investigado para tomar conhecimento da investigação criminal, bem como para, querendo, oferecer defesa escrita; a juntada das certidões atualizadas dos antecedentes criminais do investigado.

Related posts

João assina ordem de serviço para construção de barragem no município de Sumé

João Azevêdo anuncia pavimentação asfáltica de estradas no Cariri

CCJ da Assembleia aprova nomes de Deusdete Queiroga e Taciano Diniz para conselheiros no TCE-PB