A unidade da bancada federal da Paraíba no Congresso Nacional, construída ao longo dos últimos anos, começa a dar sinais de ruptura. A eleição para a coordenação estadual da bancada no Congresso Nacional, que tradicionalmente ocorre sem grandes turbulências, terá em 2025 um desfecho diferente: duas coordenações distintas.
A disputa pela coordenação, que era ocupada pelo deputado Murilo Galdino (Republicanos), parecia caminhar para um entendimento em torno do nome do senador Veneziano Vital do Rêgo. No entanto, a entrada do deputado federal Mersinho Lucena na disputa embaralhou o jogo e gerou um impasse inédito.
De acordo com a Decisão nº 01/2017-CMO, para que um nome seja reconhecido oficialmente como coordenador da bancada estadual, é necessário que ele conte com assinatura da maioria absoluta dos deputados federais e senadores do estado, separadamente. No caso da Paraíba, composta por 12 deputados federais e 3 senadores, são exigidos ao menos:
Ou seja, mesmo que um candidato tenha maioria entre os deputados, se não alcançar os votos necessários entre os senadores, não poderá ser reconhecido como coordenador único da bancada. A mesma lógica se aplica ao inverso.
Esse detalhe, que consta no documento interno da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional (CMO), é decisivo para as articulações dos postulantes. Diante da divisão evidente, existe a possibilidade concreta de que a Paraíba seja representada por duas coordenações distintas, como já ocorreu em outros estados em anos anteriores.