Em laudo encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (6), a Polícia Federal informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relatou melhora em comparação ao local anteriorem que estava preso, destacando maior espaço para circulação. Antes de ir para a Papudinha, Bolsonaro estava detido em uma sala na Superintendência da corporação.
“Informou não se incomodar com ruídos, apesar de a unidade encontrar-se em obras, considerando satisfatória a limpeza do ambiente, à qual também auxilia na manutenção”, disse Bolsonaro.
No laudo, a PF disse não ter indicação, no momento, de transferência do ex-presidente para cuidados hospitalares em razão das comorbidades apresentadas.
Ainda segundo o documento, Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos com potencial aumento do risco de novos episódios de queda, o que demanda investigação diagnóstica complementar.
A corporação também aponta a necessidade de monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, administração regular de múltiplos fármacos, acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem, além de possibilidade de atendimento médico imediato em eventuais intercorrências.
Em um dos trechos, há uma pergunta sobre esses cuidados e a resposta.
“A não observância das medidas médicas descritas pode acarretar risco de complicações graves como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano, ou morte súbita?
Resposta: Sim.”
O ministro Alexandre de Moraes remeteu o caso para análise da PGR (Procuradoria-Geral da República).